domingo, 30 de janeiro de 2011

Letal

Quem não aguenta mais?!

Estes dedos trêmulos

Para interromper a fala deste prazer sádico que é o amor falado (dito)

Dos risos deste "cala boca", sim!

O inverso da inanição dessa impostura

Um desdentado!!

E pudera...

Dentro de tantos buracos

Desinteressantes permanecem as infâncias roubadas

Depois das crianças

Por mimos publicamente paranóicos

Mas estes, os risos que nunca seriam os mesmos,

Sobretudo ficarão!!

Impregnado seja este verso de palavras mudas

Seja letal

Como a simpatia do assassino

Nesta rua em que decide-se:

Verá a costureira e seu gigolô

Maldizendo a carência dessa importância

No ato de sua inventividade

Seja este nada-de-mim

Seu mesmo

Decidi!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Silence - Silêncio

Being alive

Is it not to praise action?

Indulging oneself into deep consciousness

What for? - the wanderer asks

But then, he's not there

He's plastered,

In the middle of the road

Shound't have traveled down to the pit

Arose from the grave after the eigth day

As a self consuming absence

Nobody noticed

They kept preaching, as there was no one there

Is there anything to be done, at all?

***

Estar vivo

Não é um elogio à ação?

Mimando-se dentro da profunda consciência

Para que? Pergunta o errante

Mas então, ele não está lá

Ele está ébrio,

No meio da estrada

Não deveria ter descido até a cova

Levantou-se do sepulcro após o oitavo dia

Como uma ausência auto-consumível

Ninguém notou

Continuaram pregando enquanto não havia alguém lá

De modo que há algo para ser feito?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Silent road - Estrada silenciosa

Living the silent road of life

Life engulfs a turbulent sea. Surpasses all trying to catch its instant, it's gone.

So pain itself is life, pleasure and other things too.

Living the inexcusable cockroach, the unforgivable dinosaur.

It's the most secret of me promising nothing at all.

Its secret means greatness and can be known by none.

Because life is eerie to self.

Sharing its words directly into the unknown,

Waiting their return,

Not as echoes.

***

Vivendo a silenciosa estrada da vida

A vida mergulha um mar turbulento. Supera todos tentando apanhar o seu instante, se foi.

Então a dor em si mesma é a vida, prazer e outras coisas também.

Vive-se a barata indesculpável, o dinossauro imperdoável.

É o mais secreto de mim nada me prometendo.

Seu segredo significa grandeza e pode ser conhecido por ninguém.

Por que a vida é sombria/misteriosa ao mesmo.

Partilhando suas palavras diretamente no desconhecido.

Esperando seu retorno,

Não como ecos.