Quem não aguenta mais?!
Estes dedos trêmulos
Para interromper a fala deste prazer sádico que é o amor falado (dito)
Dos risos deste "cala boca", sim!
O inverso da inanição dessa impostura
Um desdentado!!
E pudera...
Dentro de tantos buracos
Desinteressantes permanecem as infâncias roubadas
Depois das crianças
Por mimos publicamente paranóicos
Mas estes, os risos que nunca seriam os mesmos,
Sobretudo ficarão!!
Impregnado seja este verso de palavras mudas
Seja letal
Como a simpatia do assassino
Nesta rua em que decide-se:
Verá a costureira e seu gigolô
Maldizendo a carência dessa importância
No ato de sua inventividade
Seja este nada-de-mim
Seu mesmo
Decidi!
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