domingo, 30 de janeiro de 2011

Letal

Quem não aguenta mais?!

Estes dedos trêmulos

Para interromper a fala deste prazer sádico que é o amor falado (dito)

Dos risos deste "cala boca", sim!

O inverso da inanição dessa impostura

Um desdentado!!

E pudera...

Dentro de tantos buracos

Desinteressantes permanecem as infâncias roubadas

Depois das crianças

Por mimos publicamente paranóicos

Mas estes, os risos que nunca seriam os mesmos,

Sobretudo ficarão!!

Impregnado seja este verso de palavras mudas

Seja letal

Como a simpatia do assassino

Nesta rua em que decide-se:

Verá a costureira e seu gigolô

Maldizendo a carência dessa importância

No ato de sua inventividade

Seja este nada-de-mim

Seu mesmo

Decidi!

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